domingo, 7 de maio de 2017

Festival da Máscara Ibérica



Realizou-se de 4 a 7 de Maio, em Belém, o Festival da Máscara Ibérica. Esta mascarada está ligada aos cultos celtas, cultos da fertilidade, ao solstício de inverno e ao entrudo. Há diversas designações de máscaras, consoante a região de que provêm. Dois exemplos são os caretos e os chocalheiros.
 

Viver com máscara ou viver de mascarada, são atitudes que nada têm a ver com a Máscara Ibérica.


À primeira vista achamos que a cena é mórbida, pois as caraças, por vezes talhadas em madeira são aberrantes. De qualquer modo prefiro estas de madeira a outras, dado o seu lado ecológico. Apesar do primeiro impacto, ninguém neste festival anda cabisbaixo, dado o confronto com o surrealista.


Os caretos apresentam-se altivos, em grupos que se diria reacionários pelas cores berrantes. Uma coisa não se lhes pode apontar, o de serem ilegítimos, porque não se confundem com mais nenhuma outra máscara – são únicos! A estes não se aplica a expressão “viver de mascarada” que significa viver de mentira, porque estes são o que são, autênticos e sinalizadores da sua identidade.






O chocalheiro, também uma máscara característica, chama a atenção porque se apresenta radiante, coberto de som estridente. 


As máscaras ibéricas apresentam-se como um Todo, candidatas a Património Imaterial da Humanidade.

Estive no desfile que se revelou uma apoteose de cor, som e movimento.




Como urban sketcher credenciada apresento o meu contributo.






Os desenhos a pastel foram realizados a partir de fotografia.




No Sábado de manhã, documentei a exposição do Centro Cultural da Casa Pia.







De tarde tive ocasião de visitar o Centro Nacional de Arqueologia e antes que os tambores do cortejo se fizessem ouvir aí estive a desenhar.




domingo, 30 de abril de 2017

Desenhos da semana 24 a 30 Abril 2017

Desenhar mais e mais é a tendência dos dias que correm.
Confesso a minha preguiça em editar aqui no blog. Esta preguiça também é fruto do facto de privilegiar o papel e o lápis para desenhar em detrimento do teclado do computador.
Todavia aqui fica o testemunho desta prática diária na semana que agora termina.

Ilustrações da visita ao Museu do Caramulo no Dia da Liberdade:
gosto muito de desenhar veículos automóveis, por isso esta visita fez as minhas delícias. Fiquei a saber que afinal este Museu contém muito mais para além das viaturas.










Na 4ª feira fui almoçar com uma amiga e, enquanto esperava por ela, vai de sacar do caderninho e da inspiração para registar o mobiliário despretensioso na entrada do restaurante.

Acordar cedo para desenhar faz as minhas delícias e agora que ando entusiasmada com o pastel de óleo, as manhãs são uma festa. aqui fica a representação de uma perspetiva do meu jardim:


Estou a especializar-me em desenho de 20 minutos, o que eu designo de verdadeiro "sketch". Foi o que aconteceu com esta jarra improvisada com rosinhas de Santa Clara.



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 E, por fim, ontem desenhei estas botas, que já estão em final de vida. Também este foi um sketch realizado em 20 minutos. Este tema do calçado tem sido recorrente e até já tenho um caderninho completamente dedicado a ele.


Para a semana há mais!
Sejam felizes!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Rua Garrett - Lojas Tradicionais de Lisboa - #55 Casa Pereira, #32 Ourivesaria Tous-Aliança e #42 Pequeno Jardim

Final do dia. Depois de assistir a uma palestra, sentada numa cadeira quase o tempo todo, soube-me bem sair para deambular pela cidade. Parei na Rua Garrett, que fica a caminho do C. Sodré e onde há quatro lojas listadas no desafio dos UsK - Lojas Tradicionais de Lisboa.

Num fluxo ininterrupto de gente que por ali passa, lá estava eu, de caderninho em punho, a tentar captar o essencial destes lugares comerciais que permanecem, indeléveis ao tempo.
A pintura só aconteceu depois, no aconchego de casa, na companhia jazzística do Spotify.

Das quatro lojas, só consegui retratar três delas, pois a noite caiu mais rápida do que os meus traços no papel.

Somente a Casa Pereira está representada no interior e o que me chamou a atenção foram as máquinas antigas de moer café e o balcão de múltiplas gavetas. O empregado desta loja, com idade para ser meu avô, mostrou perplexidade quando lhe pedi autorização para ficar ali a desenhar, mas acabou por anuir e até dar um jeitinho na máquina para que se apresentasse mais atrativa. A farda do empregado era impecável, cinzenta e com um ar austero, contrastando com a cara simpática de quem a vestia.


Depois de sair dos aromas do café, escolhi a ourivesaria Tous-Aliança e entre duas viaturas estacionadas instalei o meu atelier. O frontal revelou-se uma complexidade de formas de talhe, rebuscada demais para a minha pouca perícia. A falta de planeamento inicial das dimensões das montras, mostrou-se desastrosa no final. Decidi não deitar fora e acabá-lo para me servir de demonstração de que os erros servem para aprendermos e para a próxima fazer melhor. Aqui fica - sem inibições, os meus muitos erros deste exercício.


E por fim, como dizem os ingleses "The last but not the least", o Pequeno Jardim, uma florista de aromas fortes. Este foi talvez o desenho mais rápido de executar, dos três que fiz nessa tarde, mas o que é certo, é que não se revelou ser o menos complicado em termos de perspetivas. A esta altura já os meus olhos estavam treinados para captar o essencial, que aqui vos deixo.


quarta-feira, 15 de março de 2017

Desenhar todos os dias, tudo e mais alguma coisa

É efetivamente verdade que desenhar Todos os Dias torna este oficio num vício, um vício absolutamente delicioso.

de manhã ao pequeno almoço:
....as perspetivas a darem-me que fazer.....

enquanto o almoço se faz:
...ou não se faz.....


num momento de espera no parque de estacionamento:
....que espera? acabaram-se as secas....sentir a felicidade de uns traços no papel é estar no Agora



tudo passa a ser pretexto para um desenho:
...tudo mesmo


....e assim vai a vida dos desenhos.

Sejam Felizes ! Desenhem muito !






Desenhar com a Paula Cabral no Museu Arqueológico do Carmo

Obrigada Paula pela dica de experimentar o desenho cego no registo das muitas caras do MAC
Foi uma experiencia surpreendente e divertida!





sábado, 4 de março de 2017

Desafio desenho de lojas tradicionais de Lisboa (Urban Scketchers)

Desafio desenho de lojas tradicionais de Lisboa: Rua do Alecrim Fábrica SanT'AnnA.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Desafio 75 - "Preto & Branco"

Na manhã do passado Domingo, comecei a trabalhar no desafio 75 dos Urban Sketchers, a lembrar-me da minha "musa inspiradora" - Filipe Pinto.

....eu explico, conheci finalmente este talentoso sketcher no workshop do dia anterior, realizado no Museu Arqueológico do Carmo, numa das sessões "Vamos desenhar com..." organizadas pelos Urban Sketchers Portugal.

Fiquei a saber que os meus sentimentos pelo desenho são semelhantes aos do Filipe - quase que posso chamar obsessão - apetecer-me desenhar tudo o que me rodeia.

Folheei gulosamente os cadernos que o Filipe nos trouxe para exemplificar o seu percurso neste grupo.
Percebe-se o talento, a inspiração, a evolução e também o que é experimentar coisas novas nos vários workshops que frequentou.

Um dos exercícios do percurso de aprendizagem do Filipe foi um desenho de panelas e tachos de cozinha. Achei genial ! Confesso que nunca tinha tido apetite por desenhar estes objetos.

Vale a pena sair do "lugar de conforto" e experimentar novas técnicas e novos materiais. Não me parece que o objetivo destes workshops seja aprender a desenhar de raiz, mas mais o de reunir pessoas que, igualmente, se sentem atraídas por esta arte e cumprir com os exercícios que vão sendo sugeridos.

Sigo pois o meu caminho de pôr diariamente uns traços no papel. Penso que tenho evoluído não só no desenho em si, mas em especial na forma de observar o mundo que me rodeia e também na presença do Agora. Sinto que desenhar é uma forma de meditar. Estou feliz porque tenho a possibilidade de fazer diariamente o que gosto - desenhar !

Aqui fica pois a resposta ao desafio75 - "Preto & Branco"
Motivação:  Motivada pelo Filipe Pinto e pelo seu exemplo de aprendizagem, achei fascinante a forma que adquire uma pilha de louça e um desafio representar distintamente cada peça, sendo que todas são da mesma cor.